HISTÓRIA DA VIDA CONCURSEIRA – DONA DE CASA, MÃE DE TRÊS FILHOS VIRA SERVIDORA PÚBLICA – LINDA HISTÓRIA


HISTÓRIA DA VIDA CONCURSEIRA – DONA DE CASA, MÃE DE TRÊS FILHOS VIRA SERVIDORA PÚBLICA – LINDA HISTÓRIA

A supervisora e técnica judiciária Maria Bernadete Farias Costa, 55 anos, até 1994 era apenas uma dona de casa que cuidava da criação de três filhos, mas quando decidiu dar um novo rumo à sua vida, o primeiro passo foi concluir o então 2º grau (hoje Ensino Médio) que, devido aos cuidados com a família, não teve como ser finalizado anteriormente. Naquele mesmo ano cumpriu a primeira etapa da sua virada, ao tempo em que começava a batalha pelos cursinhos preparatórios para concursos.

"Comecei a tocar minha vida com uma tripla jornada. Como sempre gostei de estudar, não foi um fardo conciliar as atividades de casa com os livros", nos conta Bernadete. E assim, ainda em 1994 (ano marcante, não?) conseguiu ser aprovada no seu primeiro concurso para auxiliar administrativa da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos na Bahia.

A sua maratona de estudos não parou por ali. Em 1996 uma nova mudança de rumos na carreira pública se apresentou à ex (somente) dona de casa Maria Bernadete: conquistou a aprovação para ingressar nos quadros do Tribunal Regional Federal, onde atua até hoje como supervisora e técnica judiciária. Entre os anos 2000 e 2001 estava graduada em Serviço Social e Ciências Contábeis. Ressalte-se ainda que ela poderia ter optado por trabalhar na Infraero, pois havia sido aprovada em 2º lugar no concurso do órgão, mas optou pelo tribunal. Confessa que no TRF sente-se realizada profissionalmente, mantendo a estabilidade econômica e uma jornada que lhe permitiu a conclusão de uma pós-graduação em Direito Público.

A história dessa funcionária pública joga por terra a noção de que concurseiro é somente aquele que estuda para obter aprovação em concursos. Maria Bernadete Costa Farias foge desse equívoco e entende a palavra de uma forma mais integral: ela não se tornou uma concurseira para obter somente essas aprovações em concursos públicos, mas porque se esforçou por trilhar um percurso intelectual considerado satisfatório, tendo em vista as peculiaridades de sua personalidade. Ela conta que foi aprendendo a conciliar as diversas atividades cotidianas com os estudos e para isso comprava livros, apostilas, frequentou cursinhos, enfim, manteve-se disciplinada.

Com relação às expectativas que hoje em dia as pessoas têm estimulado em relação aos concursos públicos, Maria Bernadete aconselha que antes de se enveredar pelo funcionalismo público, o interessado deve ter, antes de tudo, uma noção de gestão pública. Diz isso porque defende que a visão de entrar para esta carreira não apenas se focar apenas nas vantagens obtidas, mas também a consciência de que o papel fundamental dos funcionários é servir as pessoas. "É importante tirar um momento para entender, ao menos basicamente, como se fazer uma boa gestão pública e também como ser um funcionário público eficiente", aconselhou.

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